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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

21.12.2023

 "Amiga", 21.12.2023 (...) 

Por um descuido e imaturidade, lhe perdi. Não é fácil manter relacionamentos onde só pesa para um lado e ainda insistir em algo que chegou ao fim... Vivemos momentos inesquecíveis e eu acho que não sabíamos que ali seria uma despedida, acho que aproveitei e rir demais ao seu lado. Eu poderia escrever com todas as certezas, mas hoje eu me despeço do seu EU como AMIZADE, você apenas escolheu o "relacionamento profissional" e percebi que nos damos bem assim, sendo profissionais e vivendo cada momento aqui e agora, mas nossos abraços? Nossos "bom dia, amiga", nossas conversas e risadas intensas? Onde foram parar? Ah, esqueci. Você acabou com tudo, e eu apenas queria ter ficado um pouco mais no seu ciclo, queria poder melhorar a nossa amizade, mas você acabou. Eu te amo muito, você nem imagina. Dormia tarde rezando por você e acordava cedo para agradecer também pela sua existência, e hoje você me faz se sentir insuficiente por não conseguir ser a pessoa que eu sempre quis ser... Uma pausa, engole o choro. Uma pessoa me disse que é preciso deixar às pessoas irem embora... Pois é. É algo óbvio, que mexe muito com a gente e é algo muito difícil de realizar, quando você tem uma consideração 100%. Mas coisas óbvias também precisam ser refletidas e discutidas. Ao longo de nossas vidas, portas ou janelas, em algum momento, ficam abertas para que pessoas entrem ou saiam. Só que é preciso entender que se alguém entrar há a probabilidade desse alguém sair e isso é algo natural da vida. Sim, nos apegamos, despertam sentimentos, mas as coisas podem mudar. O que hoje nos faz bem, amanhã pode não fazer mais. O que hoje faz bem a ele(ela), amanhã pode não fazer mais. E, nesse momento, as portas também precisam estar abertas para que essa pessoa possa sair. Porém, é justamente nesse momento que fechamos a porta. Encurralamos o outro dentro da gente e deixamos que ele fique lá, preso(a), desesperado(a) e batendo tão forte para sair que acaba deixando marcas em nós. Sim, despedidas doem. E fazer com que elas fiquem presas dentro de você também dói e ainda deixam marcas. Mas no momento que abrimos a porta conseguimos arrumar a bagunça que ficou e com "tudo no lugar" a dor já não se faz tão presente assim.  Então, as portas precisam estar abertas para saídas também. Deixa sair quem - e o quê - não te faz bem para aliviar. 🌻


Com amor, Dani.



FREIRE, Daniela.

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